Posted by on jul 20, 2012 in Cursos, News, Saúde, Terapias

A Moxaterapia surgiu na China, e embora tenha utilização milenar, tornou-se conhecida no Ocidente a partir do século XX por seu sucesso no tratamento de doenças infecciosas crônicas, principalmente a tuberculose.

Acredita-se que a moxa tenha efeitos estimulantes sobre o sistema imunológico, produzindo reações anti-inflamatórias sistêmicas e locais. Por esta razão, utilizamos a moxa quando há necessidade de uma maior resposta imunológica em casos de infecções recorrentes, alta sensibilidade a fatores ambientais como no caso das alergias, e distúrbios inflamatórios crônicos.

O bastão de moxa é feito a partir da Artemisia vulgaris, uma planta muito comum na China e que possui propriedades terapêuticas singulares. Seu nome em chinês é mokusa, e em japonês, mogusa. 

As técnicas de moxaterapia são utilizadas para tratar os mesmos distúrbios e sintomas  que a própria acupuntura. Há basicamente duas técnicas de aplicação de moxa: a direta e a indireta. A aplicação direta, ou okyu, utiliza o calor da brasa da moxa bem próximo à pele, até que se sinta uma forte onda de calor; enquanto a aplicação indireta, ou chinetsukyu, apenas aplica a fumaça proveniente do bastão de moxa sobre a pele. Hoje, também utilizamos o calor sobre a agulha de acupuntura.

Os imigrantes japoneses ainda utilizam a moxaterapia em suas casas, principalmente para tratar a dor local, entretanto, a forma que a moxa é aplicada pode produzir queimaduras locais, o que pode causar cicatrizes permanentes na pele e por isso não recomendamos aos profissionais que utilizem esta técnica.

Hoje, contamos com diversos instrumentos para aplicação da moxaterapia. Se bem aplicada, esta terapêutica só produz benefícios às mais diversas condições clínicas.

Venha conhecer os benefícios da moxaterapia!

 Bianca Brasil Komesu

 

Referências Bibliográficas

  • Birch, Stephen. Shonishin: Japanese Pediatric Acupunture. Thieme, 2011.
  • Scilipoti, Domenico. Moxabustão. 3a Edição. Icone, 1996.